A casa: encontro de arquitetura, poesia e psicanálise.

Quando pensamos porque os arquitetos dedicam tantos esforços ao desenho de casas, e lembramos que os principais problemas técnicos a serem enfrentados na arquitetura residencial são pequenos em comparação a qualquer outro tipo de edificação, percebemos porque projetar casas converteu-se numa arte. Quando um arquiteto cria uma casa que nos comove profundamente, ele criou uma obra de arte e essa é sua maior satisfação. “A arquitetura, quando se dedica à função de habitar, se converte num ato de amor” diz Le Corbusier 1.

A função social do desenho residencial consiste na possibilidade de se pensar os grandes problemas do homem em relação à problemática individual, e é evidente que o que devemos projetar numa casa são “ideias”.

Vejamos então que “ideias” se trata; evidentemente de ideias que possam representar o “espírito” de uma época, e se uma casa não contém alguma coisa capaz de funcionar como suporte espiritual para os seus habitantes frente ao crescimento do poder da tecnologia contemporânea, “o desenho não poderá avançar além de satisfazer as necessidades da vida diária” 2.

Se intencionalmente estética e criação de um ambiente favorável à vida, são os caracteres estáveis da arquitetura, onde a confirmação da matéria e a transformação do mundo físico de acordo com uma vontade ordenadora fazem o mundo compreensível, inteligível, uma construção será, então, ao mesmo tempo que objetivo físico, sustento de significações, matéria portadora de sentido, matéria significante.

E é deste ponto de vista, da arquitetura como uma linguagem, que a teoria psicanalítica contribui para esclarecer as relações entre vontade ordenadora e sua relação com a função. Diz Jacques Lacan “este edifício nos solicita pois, porque, por metafórico que seja, ele está bem feito para nos lembrar o que diferencia a arquitetura do edifício: seja uma potência lógica que ordena a arquitetura além do que o edifício, salvo que reduza a casebre não pode prescindir desta ordem que em parenta ao discurso, esta lógica não se harmoniza com eficácia senão para dominá-la e sua discórdia não é, na arte da construção, um fato somente eventual” 3.

A funcionalidade, então, como elemento de ordenação, deve sempre estar a serviço da satisfação estética.

O “Esprit Nouveau”

Mas vejamos o lugar que o tema da casa ocupa no interior da história do Movimento Moderno, exemplificada através de alguns dos arquitetos que marcaram e marcam posições que se sustentam, na arquitetura contemporânea. A história da arquitetura moderna está relacionada, desde o início, com o tema da casa-habitação e representa uma inversão total com relação à hierarquia tradicional dos edifícios.

É a partir do Movimento Moderno que o tema da casa passa a ocupar um lugar central nas preocupações dos arquitetos, deixando de se considerada apenas como um reflexo das formas significativas desenvolvidas em relação ao templo e o palácio para ser tomada como ponto de partida, e todos os outros temas edilícios serem considerados como extensões da casa.

Por isso, quando Le Corbusier apresentou o seu “Pavillon de I’Esprit Nouveau” na exposição Internacional das Artes Decorativas em Paris (1925), elegeu comom tema para representa-lo, precisamente uma residência, e depois, no quinto encontro dos CIAM – Congès International d’Architecture Moderne, em 1937, declarou: “A Sociedade Moderna, depois de 100 anos de conquistas científicas fulminantes, de debates sociais, de desordem, chega enfim à conclusão que deve fixar definitivamente o caráter de sua civilização: a criação de um novo habitat”4.

O valor central do tema da residência no Movimento Moderno está relacionado profundamente com a ideia de um “esprit nouveau” ou “nova sensibilidade” como a designou Sigfried Giedion 5.

Este espírito novo abrangia, desde o início, muito mais que a simples satisfação das necessidades elementares, materializando a concepção de uma nova maneira de viver, que estava relacionada com a ideia de “liberdade” e “identidade” humanas. Liberdade por sua vez estava relacionada com a imagem de um espaço “aberto” e com direito de habitar.

A ideia de identidade era entendida como a manifestação na arquitetura de um novo modo de vida, através da abolição das funções representativas tradicionais da casa, outorgando uma nova significação às atividades da vida cotidiana. O comer, o dormir, o trabalho, o descanso, deverão ter a partir de agora o seu lugar próprio e diferenciado em cada unidade habitacional, adquirindo uma nova dignidade.

Liberdade foi traduzida como disposição interna informal e combinada com uma determinada ordem geométrica: planta cruciforme e paredes utilizadas não para fechar um espaço senão para “introduzir o mundo exterior na casa e levar o interior para fora” em Wright 6, e espaço contíguo onde são segregados lugares específicos, em Le Corbusier.

Frank Lloyd Wright

O conceito de identidade em arquitetura por sua vez, estava relacionado com a busca de uma caracterização individual de edifícios e lugares. Wright expressa isto da seguinte maneira: “A ideia de que qualquer casa deve parecer antes de mais nada um abrigo, me levou a cobrir o conjunto com um teto baixo, amplo, plano ou com duas águas ou ligeiramente inclinado , com balanços salientes” 7 e em outra parte diz “ me dava sensação de conforto ver arder o fogo dentro dos muros sólidos da casa” 8, desenvolvendo então suas plantas em volta de uma chaminé que constitui o núcleo expressivo da habitação, onde concepção de interior se transformou”, “daquela de um ponto no espaço, num lugar onde o homem pode gozar de uma nova sensação de liberdade e participação” segundo Cristian Norberg-Schulz; este lugar está marcado pela grande chaminé interna com sua saída exterior sobre o telhado, simbolizando a ordem e a força da natureza, mostrando através do uso de materiais “naturais”, o desejo de se manter próximo dos fenômenos concretos; um desejo de realidade.

Vemos aqui como Wright, para organizar suas casas, suas obras de arte, o faz em volta de significantes (abrigo, fogo etc.), fazendo-os emergir a essa qualidade de elementos significantes num processo, onde há uma interseção do interno (desejo do artista) com o externo (o meio em geral) e interpretados pelo arquiteto numa produção com valor estético.

E na casa da cascata que Wright vai chegar a uma síntese na sua busca de articulação do espaço. Diz Bruno Zevi “a casa da cascata emerge na continuidade paisagística como uma articulação de espaços desprovida de forma, quer dizer, tem queimado as formas elementares da “matéria cúbica” e todo resíduo de classicismo. Não existem fachadas, não há distinção entre estrutura e cargas suportadas, pois todos os seus membros entram na orquestração estática que se identifica com a espacial. Coincidem pela primeira vez na experiência humana, a formação das concavidades e a composição das massas” 9.

Le Corbusier

Nas casas de Le Corbusier encontramos algo bem distinto; nelas existem uma espacialidade articulada em múltiplas associações, opulência espacial e complexidade infinita do simples. A casa, para ele, é um universo que deve permitir recriar a riqueza inesgotável do urbano, entendida como interesse do individual e do coletivo, como lugar de encontros e desencontros, através da captura de um pedaço de céu próprio transformado em paisagem interiorizada. A Arquitetura como uma arte, mesmo estando vinculada a aspectos racionais e técnicos, como diz Mário Botta, acrescentando: “Quanto ao ato poético, é um ato de sublimação e não há regra alguma capaz de medir a poesia ou falta de poesia de uma expressão qualquer, incluída a arquitetônica. Pequemos um tijolo por exemplo, por si só, não é nada, um simples instrumento, contudo, pode-se converter numa figura dentro de uma composição, ou seja, pode se converter num fato poético” 10.

E é no jogo projetual, seja ao adotar a forma de uma sutil dialética entre a sinuosidade do orgânico e a precisão do geométrico, ou uma outra qualquer, que se constitue a matriz na qual o jogo das formas pode acontecer a teatralizar-se com a cadência do espaço poético.

Acontece que o estilo internacional foi usado muitas vezes para disfarçar uma planta convencional e um conteúdo, em consequência, tradicional, e isto está relacionado com a não compreensão do conceito de “lugar”: às vezes não se percebia que através dele abria-se a possibilidade de obtenção de um equilíbrio existencial.

O Exemplo do barroco

A busca de uma intimidade através de uma linguagem formal unitária, devia permitir aos pioneiros do Movimento Moderno, a conquista de um caráter arquitetônico variado e de um ambiente de qualidade. Neste sentido, cabe uma comparação com a atitude do barroco, onde não por casualidade, a busca de uma linguagem unitária, através da valorização de cada elemento em si mesmo, era meio de obter justamente a integração num todo complexo superior à soma de cada um de seus elementos isolados. O barroco propõe-se justamente como a conquista de uma nova harmonia. “A integração de um conjunto de entes visuais que compõem um mesmo todo existencial e ambiental, onde cada parte mesmo em relação com as demais, mantém-se em si mesma autônoma, nesse todo organizado e concentrado segundo um único, em cuja falta não restará significação para os componentes.” 11

Poderia se pensar numa certa semelhança com a atitude pós-moderna, onde há uma recuperação, como no barroco, de elementos fundamentados em formas históricas, mas colocados num contexto diferente (descontextualizados); pensemos por exemplo no uso que um arquiteto como Borromini faz, de “uma ordem de colunas gigantescas” 12 no pequeno espaço como o de São Carlino, para conseguir recuperar a significação (resignificar), um elemento tão imediato com uma coluna independentemente do fato da sustentação; justamente os que não compreende, a atitude do artista barroco, vão se referir a ela pejorativamente, falando “dessas colunas que nada sustentavam” 13 .

Contribuição de poetas

Há um outro aspecto em relação com o tema da casa que é esse mundo profundo, o aspecto inconsciente, ao qual ela está indissoluvelmente unida, e que transparece na visão poética, na visão dos poetas. E através da imagem poética que aparece esse duplo carácter, de relação com o passado e de novidades constitutiva que uma imagem comporta, pois na vibração de uma imagem poética ressoam os ecos de um passado longínquo e, o poeta, “na novidade das suas imagens, é sempre origem da linguagem” 14 .

Da importância da casa como traço marcante, fala William Goyen em “a casa do fôlego”: “pensar que se possa vir ao mundo num lugar que num princípio não saberíamos nem sequer nomear, que se vê pela primeira vez que neste lugar anônimo, desconhecido, se possa crescer, circular até que se chame de lar, se afundem nele as raízes, se alberguem nossos amores, até o ponto que, cada vez falamos dele, o façamos como os amantes, encantos nostálgicos e poemas desbordantes de desejo”.

A casa, por ser um objeto de forte simetria, pela sua realidade visível e tangível, facilita uma análise racional. Feita de “sólidos bem talhados, onde domina a linha reta, a prumada tem lhe deixado a marca da prudência e o equilíbrio”, como diz Bachelard, mas quando se torna a casa como um espaço de intimidade, que deve condensar e defender a intimidade, então se abre fora de toda racionalidade, o campo do onirismo.

“Quando deixarei de buscar a casa inencontrável onde respira essa flor de lava, onde nascem as tormentas, a extenuante felicidade?” 15 . E se a casa bem apoiada, gosta de uns galhos sensíveis ao vento, um porão com rumores de folhagens (Bacherlard), também a intimidade precisa do coração de um ninho; o que ela guarda ativamente, o que une, na casa o passado mais próximo ao futuro menos distante, é a ação doméstica. “É no equilíbrio íntimo dos muros e dos móveis, que pode se dizer que toma-se consciência de uma casa construída pela mulher. Os homens só sabem construir casas do exterior, não conhecem em absoluto a civilização da cera.” 16

Para concluir vamos lembrar duas poesias que versam sobre a casa, uma é de R. M. Rilke e fala desse caráter profundo da casa como coisa, na qual ocupa o primeiro lugar:

“Talvez estejamos aqui para dizer: casa, ponte, poço, porta, jarra, frutal, janela. E também: coluna, torre ...” 17

A outra, de Jorge Luis Borges, aparece no seu poema “calle desconocida” e nos fala do caráter sagrado que a cama tem como abrigo da vida humana:

... “que toda casa es um candelabro donde las vidas de los hombres arden como velas aisladas” ... 18

A poesia permite-nos abordar as relações do sujeito com a casa, pois nela transparece a primazia da linguagem na sua função significante. Sabemos que numa primeira aproximação a casa aparece vinculada à noção de usufruto. É destacada a sua causa final: a casa serve para morar, habitar, proteger, abrigar, defender; mas que uma casa se ordene no mundo humano não significa reduzi-la à dimensão da utilidade. A casa, enquanto signo, está incluída na ordem simbólica porque o significante faz sentir o seu efeito em toda produção humana, o útil deixa lugar ao prazer e ao gozo. A arquitetura barroca tem uma função de paradigmas em relação ao gozo, onde o excesso e a repetição revelam-se como expressão da ação do significante. O significante vai contra o significado. Uma maneira de falar dele é dizer que não serve para nada. O excesso no barroco (uma voluta a mais, uma dobra a mais) desafia todo utilitarismo e se inscreve no ideal de beleza ligado ao gozo por excelência. Não há a finalidade de transmitir uma mensagem, mas a dilapidação em função do prazer. Lacan denomina este produto do significante objeto a: resto, perda, causa de desejo. É desta perspectiva que são pensáveis algumas relações ao tema da casa.

Como já falamos, a casa passou a ocupar na arquitetura contemporânea, o lugar anteriormente reservado ao palácio e ao templo. Em relação ao simbolismo inconsciente dos sonhos, Freud diz que a casa representa a relação do sonhador com os primeiros objetos do desejo. Nos sonhos, a casa pode representar a mãe, e em consequência representa também o corpo da mulher; é possível que no inconsciente esse primeiríssimo significado não possa faltar. A casa é a extensão do corpo da mãe: dar os primeiros passos tem o sentido metafórico de transitar pelo corpo materno. O jogo de pique-esconde das crianças participa do desejo de descobrir lugares desconhecidos, onde elas possam voltar a experimentar a separação desse corpo que marcou com sua heterogeneidade.

Estas relações de separação e corte são novamente vividas na relação da casa com o exterior; a rua a saída, são representantes do outro e do diferente. A casa e seus limites simbolizam assim as relações inconscientes que mantemos com a mãe e as relações de parentesco primordiais, a mãe, pai, os irmãos e o âmbito do familiar.

“Habitação”, símbolo feminino.

Diz Freud: “Os objetos que acham no sonho uma apresentação simbólica são poucos numerosos. O corpo humano na sua totalidade; os pais, filhos, irmãos e irmãs, e o nascimento, a morte, a nudez e algumas coisas mais. A casa é que constitui a única representação típica.” Acrescenta ainda mais “a meu juízo se ‘habitação’ chegou a construir um bolo feminino, é pelo fato de que a mulher mesma constitui o espaço no qual o ser humano habita durante sua vida intrauterina. O símbolo ‘casa’ que já nos é conhecido deste ponto de vista e a ‘mitologia’ e o estilo poético nos autorizam a admitir como outras representações simbólicas da mulher, as de castelo, fortaleza e cidade” 19 . O desejo inconsciente é relativo à marca duma experiência de satisfação enquanto representa o movimento de retorno a alguma coisa já experimentada e por isso mesmo perdida.

A mãe metaforiza essa condição do objeto do desejo: ser inexoravelmente perdido. Lacan justamente situa esta dimensão do desejo e do objeto, comprometida nos interstícios da articulação do significante. A noção de significante não guarda uma correspondência com a coisa representada, nem mantém uma relação referencial. O que caracteriza a relação referencial. O inconsciente se recusa ao significado, ao sentido, à seriedade; essas articulações pertencem ao nosso eu e à nossa consciência ilusória. Incluir a dimensão do inconsciente na poética, na estética e também na arquitetura envolve um ponto fundamental: o significante não comunica um sentido e de sua lógica resulta um gozo se revestem do polimorfismo dos estilos em cada época. E porque é ser da linguagem, o homem goza criando. “O inconsciente”, diz Lacan, “é que o ser falando goze e não queira saber mais nada disso.” 20 O inconsciente falando no sujeito faz desprender e cair o gozo; ao mesmo tempo, esse gozo não se articula na palavra: ele é sempre residual. Freud se referiu nos primórdios da sua obra a “Das Ding”, a Coisa, como sendo aquilo que restava ou sobrava nos interstícios das cadeias de pensamentos inconscientes. Lacan interpretou “Das Ding” como aquilo que não articula no significante. Das Ding é o vazio fundamental que constitui o inconsciente, é o “fora significado”, condição de possibilidade de toda produção ignificante. A noção de inconsciente implica numa perda radical do sentido do ser.

“A arquitetura primitiva”, diz Lacan, “pode ser definida, como algo organizado em torno de um vazio. É o verdadeiro sentido de toda arquitetura. É justamente a impressão autêntica que nos causam as formas da arquitetura primitiva, aquelas por exemplo de uma catedral como Veneza” 21.

Reencontrar esse vazio sagrado está na base de toda arquitetura. Das Ding é o objeto impossível o ‘bem soberano’, o ‘bem proibido’. Das Ding é o lugar do objeto impossível de reencontrar. “Das Ding” recai sobre a mãe como objeto interditado pela lei. As representações inconscientes se articulam entrono de “Das Ding”. O desejo leva a marca de sua relação com “Das Ding”.

A casa, a nossa casa, aquela ligada ao desejo, corporiza esse vazio, que estrutura todos os espaços.

Vazio dos interiores, dos sobrados, dos pátios. O pátio representa um vazio organizador e na arquitetura colonial torna-se também o elemento que conjuga e articula os quatros e a circulação da casa com a vida familiar íntima.

Transcrevemos os versos de J. L Borges:

“Patio, cielo encapuzado.
el patio es el declive
por el cual se derrama el cielo en la casa.”

A casa, como todas as produções do homem, se estrutura contornando o vazio que denuncia a relação do sujeito com o significante inconsciente. Nessa articulação, a casa guarda uma secreta relação com o objeto perdido, que no inconsciente se vincula metaforicamente à mãe.

Toda vez que arquiteto e futuro morador se aventuram a projetar uma casa, o desejo inconsciente se apropria do projeto. Temos dito que a função do arquiteto excede o marco duma profissão, para construir-se em intérprete do desejo do outro. Saber, conhecimento e técnica são necessários mas não suficientes. O arquiteto projeta desde o lugar do desejo inconsciente. Sua função se emparelha com a arte e seu ato se constitui sempre desafio.

Projetar uma casa representa uma aventura que coloca o sujeito perante o insondável do desejo. Esse abismo próprio do desejo transparece de múltiplas formas ligadas a uma tensão interna; seja uma angustia latente, muitas vezes deslocada aos detalhes de ordem técnica, seja uma certa impossibilidade de concluir, seja uma forma de insatisfação (o produto não corresponde “totalmente” ao desejado e imaginado).

As casas são erigidas como testemunhas que tentam desafiar o tempo para continuar dizendo que ali o homem e seu desejo sempre habitam.

Arquiteto: Jorge Mário Jáuregui.

Psicanalista: Eduardo Afonso Vidal.


1 Le Corbusier. Entretien avec les étudients, Paris 1943.

2 Shinohara, Kazuo. Uma filosofia de la Vivenda, summarios.

3 Lacan, Jacques. A la mémoire d’Ernest Jones : sur sa théorie du Symbolisme, Écrist.

4 Pierrefu e Le Corbusier. La maison des hommes, Paris, 1942.

5 Giedion, Sigfries. Espacio, tiempo y arquitectura.

6 Wright, Frank L. The natural house, New York, 1954.

7 Wright, Frank L. Op. cit.

8 Wright, Frank L. Op. cit.

9 Zevi, Bruno. Invariantes, Ambiente.

10 Botta, Mario. IAB/RJ, junho 1982.

11 Wölffin, Heinrich. Conceptos fundamentales de laHistoria del Arte.

12 Argan, Giulio Carlo. El concepto del espacio arquitectónico.

13 Hauser, Arnold. História social da literatura e da arte, tomo I. (citação)

14 Bachelard, Gaston. La poética del espacio.

15 Cazelles, René. De terre et d’envolée (citado por Bachelard).

16 Bachelard, Gaston.Op. cit.

17 Rilke, R. M. “IX Elegia”.

18 Borges, Jorge Luis. Obras Completas, 1923 – 1972.

19 Freud, Sigmund. Conferências introdutórias à psicanálise, Edição Standard Brasileira.

20 Lacan, Jacques. Le séminaire, encore.

21 Lacan, Jacques. L’Ethique de la Psycanalyse, livre VII, Le Séminaire (inédito).