City Debates

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Urbanity, according to the Spanish anthropologist Manuel Delgado, implies a lifestyle characterized by mobility, the agitation as source of social vertebracy and by the proliferation of interwoven relations. Society that usually moves, and, sometimes mobilizes itself.

Thinking about new urbanity implies to consider that nowadays society claims for better social and territorial justice, regarding the benefits of living in the city, so that everyone could enjoy access to the advantages of “urbanity”.

And according to Michel de Certeau, the French thinker, one can say that the city and its theory never coincide, however, they tend to their progressive symbiosis. Indeed, structuring the city is both thinking the plurality of the real and giving effectivity to this thought of the plural: it is knowing how to do it and being able to articulate it. This is why, according to myself, the ”architecturbanist” as one word, has to be a linker, a maker of connections inside the divided city and society.

How to make these ontologically diverse societies, characterized by division and heterogeneity, an “intelligible whole” on which it is possible to act with democratic criteria, considering that they are affected by economic, political, social, religious and gender conflicts, which are present either on the level of the State, in culture and in the city? How to contribute in creating “collective wills” in which the project can achieve its activating role?

The “social role” of the architect precisely consists in adding coherence to diffuse social demands, giving it a visibility that later allows the action.

New urbanity, as a contribution to the activation of social life, implies articulating central and peripherial sectors of the city, intercepting physical, economic, cultural and ecological issues, with citizen’s security conditions and contemporary subject problematics.

The question is: what type of socio-spatial condensers do we need today? Capable of conjugating work and income generation centers, sports facilities, leisure and arts, at a human scale, configuring new attractors of common living? New urban “Ágoras” of the 21 st century? Interconnecting centralities?

Which are the forms of habitability and urbanity, capable of generating social cohesion? Rearticulating the territory?

In which manner can the architect-urbanist make connections to generate interwoven relations, well-articulated fabrics?

5 TOPICS BY THE AGENDA FOR THE NEW MILLENNIUM:

THE FORMAL AGENDA, implies the link between buildings and urban form mediated by public space, because every building has a private part and a public sphere and the question is how to develop this public responsibility, specially the relation with the ground floor (pedestrian domain) configuring at the same time “sensitive aggregates” (Gilles Deleuze concept) and the contribution to the definition of the “urban facade”;

THE SOCIAL AGENDA, in relation to the role of the architect-urbanist as an activist and mediator between public and private, the social agenda implies to consider the existing centralities and the logic of the city simultaneously, linking social networks to the urban (territorial base), generating new centralities. In this sense, the architect is a connexionist, a connection maker, contributing to the “political therapeutics”, according with Jacques Derrida;

THE DIGITAL AGENDA - The premise of computational approach to the design process, is to have a reliable data base (topographic, social, economic, context, and so on). Starting from the existent, the design should respond to all the variables that intervene in the issues to be considered, relating simultaneously the macro (the city) with the micro (the specific location). This implies the consideration of the consequences of various possibilities of solutions into 3D views , as a help to make decisions, for both public and private, and as a help to make community members aware of their responsibilities, and thus, able to take part in the design process.
The promise is the possibility of a crescent use of shared coparticipative tools, to load public power with information covering various spheres, such as Waze, Maps, Moovit, etc.

THE SUSTAINABLE AGENDA - in the specific area of the urban-architectural-landscape, eco-conception assumes acting bioclimatically, in other words, according to the conditions of climate cartography. Respecting earth, water, air and light are imperative; using sunlight, isolating, ventilating, using rainwater, are some elementary ingredients of pleasant surroundings to be experienced at all seasons and for all functions.
Thinking about cities, architecture and landscape, recovering and protecting the natural environment according to the ethical values and principles of each society, are fundamental requirements of civilized life.
Criteria to evaluate improvements or advancements in a country's situation in these areas should consider the costs of environmental degradation and social exclusion as a key issue.

THE INFORMALITY AGENDA - Dealing with the informal areas of the city implies reading the structure of each place of intervention, listening to the demands and to make the interdisciplinary crossing, as a way of approaching.
It is the search for points of articulation (formal-informal) in the four scales of urbanism (S, M, L and T) through relevant programs, articulating different logics in multiscale "sensitive aggregates". It requires the construction of a critical urban planning field that starts from the built territory and develops the potential that the design can provide.

Jorge Mario Jáuregui

 

 


 

5 TÓPICOS PARA A AGENDA DESTE MILÊNIO

A AGENDA FORMAL - implica o link entre as edificações e a forma urbana mediatizado pelo espaço público, pois cada edifício tem uma parte privada e uma esfera pública, e a questão é como desenvolver esta responsabilidade pública, especialmente a relação com o pavimento térreo (domínio do pedestre) e ao mesmo tempo contribuindo para a configuração da “fachada urbana”, mediante uma massificação livre e o contraponto vertical-horizontal.

A AGENDA SOCIAL – em relação com o role do arquiteto-urbanista como um ativista e mediador entre público e privado, a agenda social implica considerar as centralidades existentes e a lógica da cidade simultaneamente, relacionando as redes sociais ao urbano (base territorial) gerando novas centralidades. Neste sentido, o arquiteto é um “criador”, um facilitador de conexões, contribuindo para a “terapêutica política” de que falava Jacques Derrida.

A AGENDA DIGITAL – a premissa da aproximação projetual ao processo de design por meios digitais consiste em ter uma base de dados confiável (topográfica, do contexto, etc). Partindo do existente, o projeto deve responder a todas as variáveis que intervém, relacionando simultaneamente o macro (a cidade) com o micro (o local específico de intervenção). Isto implica a consideração das consequências de várias possibilidades de soluções, em configurações em 3 dimensões, como ajuda para a tomada de decisões tanto para o setor público quanto o privado, e como auxilio para fazer os membros da comunidade conscientes das suas responsabilidades, e desta forma, capazes de tomar parte no processo de projeto.
A promessa consiste na possibilidade do uso crescente de ferramentas colaborativas compartilhadas para carregar o poder público com interações cobrindo varias esferas, tais como Waze, Maps, Moovit, etc nas intervenções a diferentes escalas.

A AGENDA DA SUSTENTABILIDADE – na área específica do urbano-arquitetônico-paisagístico, a eco-concepção pressupõe atuar bioclimáticamente, isto é, de acordo com as condições da cartografia climática. Respeitar a terra, a água, o ar e a luz são um imperativo; utilizar a luz do sol, isolar, ventilar, usar a água da chuva, são alguns ingredientes elementares de entornos agradáveis de serem vividos em todas as estações e para todas as funções.
Pensar as cidades, a arquitetura e a paisagem recuperando e protegendo o meio natural de acordo com os valores e princípios éticos de cada sociedade, são exigências fundamentais da vida civilizada.
Os critérios para avaliar melhoras ou avanços na situação de um país nestas áreas devem considerar como questão central os custos da degradação ambiental e da exclusão social.

A AGENDA DA INFORMALIDADE – Lidar com as áreas informais da cidade implica fazer a leitura da estrutura de cada lugar de intervenção, realizar a "escuta" das demandas e o cruzamento interdisciplinar, como forma de abordagem.
Trata-se da busca de pontos de articulação (formal-informal) nas quatro escalas do urbanismo (P, M, G e T) através de programas pertinentes, articulando lógicas diferentes em “agregados sensíveis” multiescalares. Exige a construção de um campo de urbanismo crítico que parta do território construído e elabore as potencialidades que o design pode aportar.

Jorge Mario Jáuregui

 


 

5 TÓPICOS PARA LA AGENDA DE ESTE MILENIO

LA AGENDA FORMAL - implica el enlace entre las edificaciones y la forma urbana mediatizada por el espacio público, pues cada edificio tiene una parte privada y una esfera pública, y la cuestión es cómo desarrollar esta responsabilidad pública, especialmente la relación con la planta baja (dominio del peatón) y al mismo tiempo contribuyendo para la configuración de la "fachada urbana" mediante una masificación libre y el contrapunto vertical-horizontal.

LA AGENDA SOCIAL - en relación con el rol del arquitecto-urbanista como un activista y mediador entre público y privado, la agenda social implica considerar las centralidades existentes y la lógica de la ciudad simultáneamente, relacionada con las redes sociales al urbanas (base territorial) generando nuevas centralidades. En este sentido, el arquitecto es un conexionador, un creador de conexiones, contribuyendo a la "terapéutica política" de que hablaba Jacques Derrida.

LA AGENDA DIGITAL - la premisa del acercamiento proyectual por medios digitales al proceso de diseño consiste en tener una base de datos confiable (topográfica, del contexto, etc). A partir de lo existente, el proyecto debe responder a todas las variables que intervienen, relacionando simultáneamente lo macro (la ciudad) con lo micro (el lugar específico de intervención). Esto implica la consideración de las consecuencias de varias posibilidades de soluciones, en configuraciones en 3 dimensiones, como ayuda para toma de decisión tanto para el sector público como el privado y como auxilio para hacer conscientes a los miembros de la comunidad de sus responsabilidades y de esta forma, capaces de tomar parte en el proceso de proyecto.
La promesa consiste en la posibilidad de uso creciente de herramientas coparticipativas compartidas para cargar el poder público con informaciones cubriendo varias esferas, tales como Waze, Maps, Moovit, etc en las intervenciones a diferentes escalas.

LA AGENDA DE LA SUSTENTABILIDAD - en el área específica de lo urbano-arquitectónico-paisajístico, la eco-concepción presupone actuar bioclimáticamente, es decir, de acuerdo con las condiciones de la cartografía climática. Respetar la tierra, el agua, el aire y la luz son un imperativo; utilizar la luz del sol, aislar, ventilar, usar el agua de lluvia, son algunos ingredientes elementales de entornos agradables de ser vividos en todas las estaciones y para todas las funciones.
Pensar las ciudades, la arquitectura y el paisaje recuperando y protegiendo el medio natural de acuerdo con los valores y principios éticos de cada sociedad, son exigencias fundamentales de la vida civilizada.
Los criterios para evaluar mejoras o avances en la situación de un país en estas áreas deben considerar como cuestión central los costos de la degradación ambiental y de la exclusión social.

LA AGENDA DE LA INFORMALIDAD - Enfrentarse con las áreas informales de la ciudad implica hacer la lectura de la estructura de cada lugar de intervención, realizar la "escucha" de las demandas y el cruzamiento interdisciplinario, como forma de abordaje.
Se trata de la búsqueda de puntos de articulación (formal-informal) en las diferentes escalas del urbanismo (P, M, G y T) a través de programas pertinentes, articulando lógicas diferentes en "agregados sensibles" multiescalares. Exige la construcción de un campo de urbanismo crítico que parta del territorio construido y elabore las potencialidades que el diseño puede aportar.

Jorge Mario Jáuregui

 


 

DÉBATS DE LA VILLE

L’urbanité, selon l’anthropologiste espagnol Manuel Delgado, implique un mode de vie caractérisé par la mobilité, avec l’agitation comme source de phénomène social et par la prolifération de relations entrelacées.

Penser la nouvelle urbanité implique de devoir considérer que de nos jours la société réclame une meilleure justice sociale et territoriale, en considérant les avantages de vivre en ville, afin que tout le monde puisse accéder et profiter aux avantages de l’« urbanité ».

Selon Michel de Certeau, le penseur français, on peut dire que la ville et sa théorie ne coincident jamais, toutefois, elles tendent progressivement à leur symbiose. Effectivement, structurer la ville est penser à la fois la pluralité du réel et donner l’effectivité à cette pensée du pluriel : c’est savoir comment le faire et être capable de l’articuler. C’est pour cela que, selon moi, l’« architecteurbaniste » en un seul mot, doit être un médiateur, un générateur de connexions à l’intérieur d’une ville et d’une société divisée.

Comment faire de ces sociétés onthologiquement diverses, caractérisées par la division et l’hétérogénéité, un « ensemble intelligible » sur lequel il est possible d’agir avec des critères démocratiques, en considérant qu’ils sont affectés par des conflits économiques, politiques, sociaux, religieux et de genre, présents soit au niveau de l’État, dans la culture et dans la ville ?Comment contribuer à créer des « volontés collectives » dans lequel le projet peut accomplir son rôle.

Le rôle social de l’architecte consiste présicemment à ajouter de la cohérence aux demandes sociales diffuses en lui donnant une visibilité qui plus tard permettra l’action.

La nouvelle urbanité, comme contribution à la mise en place d’une vie sociale, implique d’articuler les secteurs centraux et périphériques de la ville en interceptant les problèmes physiques, économiques, culturels et écologiques, avec les conditions de sécurité des citoyens et les problématiques contemporaines.

La question est : quel genre de condenseurs socio-spatial avons nous besoin aujourd’hui? Capable de conjuguer travail et centres de générations de revenus, installations sportives, loisirs et arts, à l’échelle humaine en créant de nouveaux attracteurs de vie commune ? De nouvelles « Agoras » du 21 ème siècle? Des centralités interconnectées?

Quelles formes d’habitabilité et d’urbanité sont capables de générer une cohésion spatiale? En réarticulant le térritoire?

De quelle manière l’architecte-urbaniste peut-il créer des connexions afin de créer des relations entrelacées, des tissus bien articulés?

L’AGENDA FORMEL, implique le lien entre les bâtiments et la forme urbaine médiée par un espace public, car tout édifice bénéficie d’espaces privés et d’une sphère publique, la question est comment développer cette responsabilité publique, en particulier la relation avec le rez-de-chaussée (domaine du piéton) en configurant simultanément des « agréats sensibles» (concept de Gilles Deleuze) et la contribution à la définition de la « façade urbaine » ;

L’AGENDA SOCIAL, en relation avec le rôle de l’architecte-urbaniste comme activiste et médiateur entre le public et le privé, l’ordre du jour social implique de devoir considérer l’existance de centralités et la logique de la ville simultanément, reliant les réseaux sociauxà l’urbain (base territoriale), en générant des centralités. En ce sens, l’architecte est connecteur, un créateur de connexions, contribuant à la « thérapeutique politique » selon Jacques Derrida ;

L’AGENDA DIGITAL. Le principe de l’approche computationnelle du processus de conception est d’avoir une base de données fiable (topographique, sociale, économique, contextuelle etc). En partant de l’existant, la conception doit répondre à toutes les variables qui interviennent lors de la conception pour être considérée, reliant simultanément le macro (la ville) avec le micro (la localisation spécifique). Cela implique la considération des conséquences de plusieurs possibilités de solutions dans les vues 3D, comme une aide afin de prendre des décisions, pour les deux partis : public et privé, et comme une aide afin de sensibiliser les membres de la communauté quant à leurs responsabilités. Par conséquent, ils seraient capables de prendre partà la conception.

La promesse est la possibilité d’une utilisation croissante d’outils participatifs partagés pour proposer et charger le pouvoir public d’informations couvrant plusieurs aires, comme Weiss, Moovit, etc.

L’AGENDA DE DURABILITE, dans l’univers spécifique urbano-architecto-paysagistique, l’éco-conception présuppose d’agir bioclimatiquement, en accord avec les conditions de la cartograhie climatique. Respecter la terre, l’eau, l’air et la lumière sont un impératif ; utiliser la lumière du soleil, isoler, ventiler, utiliser l’eau de pluie, sont quelques ingrédients élémentaires pour un environnement agréable à vivre en chaque saison et pour chaque fonction.

Penser les villes, l’architecture et le paysage, en récupérant et protégeant l’environnement, en accord avec les valeurs et principes éthiques de chaque société, sont des exigences fondamentales de la vie civilisée.

L’AGENDA D’INFORMALITE, Composer avec les parties informelles de la ville implique de faire la lecture de la structure de chaque lieu d’intervention, réaliser l’ecoute des demandes et le croisement interdisciplinaire, comme forme d’approche conceptuel à chaque étape.

Il s’agit de rechercher des points d’articulation (formel – informel) dans les 4 échelles de l’urbanisme (P, M, G et T) à travers des programmes pertinents, articulant des logiques différentes en « agrégats sensibles » multiscalaires. Cela exige la construction d’un champ d’urbanisme critique qui part du territoire construit et élabore les potentialités que le design peut apporter.

Jorge Mario Jáuregui